O que é Sustentabilidade? Parte 2: século XXI.

E aí futuros mutantes sustentáveis, vamos dar continuidade sobre como surgiu o termo sustentabilidade? No post anterior, falamos até a Conferência sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento que aconteceu no Rio de Janeiro em 1992 e a publicação da Carta da Terra, que particularmente acho ela sensacional e comovente pois, na época, já deixara bem claro a crise socioambiental que surgira e os direcionamentos necessários para superá-la. No entanto, parece que ocorreu uma inobservância ou até mesmo um descaso, com o seu prognóstico, mas, isto ainda não é assunto para este post.

Após o Brasil assumir seu compromisso com a Agenda 21, em 2002 foi publicado a conclusão da primeira fase da Agenda. Segundo o documento “Resultado da Consulta Nacional 2ª Edição”, a metodologia de elaboração da Agenda privilegiou uma abordagem multissetorial da realidade brasileira, procurando focalizar a interdependência das dimensões ambiental, econômica, social e institucional. A escolha dos temas centrais foi feita de forma a compreender a complexidade do país e suas regiões dentro do conceito da sustentabilidade ampliada. Os temas escolhidos foram: gestão dos recursos naturais, agricultura sustentável, cidades sustentáveis, infra-estrutura e integração regional, redução das desigualdades sociais e ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável. 

A segunda fase da Agenda 21 foi a definição das ações prioritárias, as quais foram reforçadas em 2002, na Cúpula da Terra sobre Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo, que sugeriu a maior integração entre as dimensões econômica, social e ambiental por meio de programas e políticas centrados nas questões sociais e, em especial, nos sistemas de proteção social. Foram 21 ações prioritárias dentro dos temas: 1) A economia da poupança na sociedade do conhecimento; 2) Inclusão social para uma sociedade solidária; 3) Estratégia para a sustentabilidade urbana e rural; 4) Recursos naturais estratégicos: água, biodiversidade e florestas; 5) Governança e ética para a promoção da sustentabilidade.

Após 20 anos do Rio-92, foi realizado em junho de 2012 a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, também na cidade do Rio de Janeiro, com intenção de definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas. O objetivo da Conferência foi a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes. Os temas principais da Conferência foram:

  • A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e
  • A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

A economia verde, na época, chegou a ser muito criticada, mas hoje já é vista como a melhor alternativa junto com economia circular, como modelo para economia de nova era, mas falaremos mais sobre isso futuramente.

Para finalizar, o último evento que aconteceu voltado para o Desenvolvimento Sustentável (isso não inclui as COP – Conferência das Partes, que tratam assuntos em paralelo, como por exemplo tivemos mais recentemente a COP 24, em novembro de 2018 que tratou somente sobre as Mudanças Climáticas), foi em setembro de 2015 quando representantes dos 193 Estados-membros da ONU se reuniram em Nova York e reconheceram que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável, e adotaram o documento “Transformando o Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. A Agenda 2030 é um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade, que busca fortalecer a paz universal. O plano indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e 169 metas, para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos, dentro dos limites do planeta. São objetivos e metas claras, para que todos os países adotem de acordo com suas próprias prioridades e atuem no espírito de uma parceria global que orienta as escolhas necessárias para melhorar a vida das pessoas, agora e no futuro.

ODS

É, tudo isso é muito lindo no papel. Os documentos são enormes, as propostas lindas, na teoria, mas e na prática? Bom, mas isso não é a discussão para o post de hoje, teremos tempo para aprender mais sobre cada um desses temas e ações.

Fonte:

http://www.mma.gov.br/estruturas/agenda21/_arquivos/acoesprio.pdf

https://nacoesunidas.org/pos2015/#

http://www.rio20.gov.br/sobre_a_rio_mais_20/cop.html

 

 

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