Evolução para a Regeneração

Mutação Sustentável é o processo de evolução sistêmica de um indivíduo ou organização, para a  regeneração da vida ou do negócio, de uma forma equilibrada e dinâmica, ressignificando a visão de mundo para uma consciência ecológica.

Para entender esta abordagem de Evolução para a Regeneração precisamos aprender um pouco sobre quem possui estas características para evoluir e regenerar, os organismos vivos. Para isso vamos relembrar conceitos, alguns tirados do livro O Ponto de Mutação.

Evolução é a mudança das características hereditárias de uma população de seres vivos de uma geração para outra. Este processo faz com que as populações de organismos mudem e se diversifiquem ao longo do tempo.

Na evolução subsequente da vida, duas etapas aceleraram grandemente o processo evolutivo e produziram uma abundância de novas formas. A primeira delas foi o desenvolvimento da reprodução sexual, a qual introduziu a variedade genética. A segunda foi a evolução da consciência, que tornou possível substituir os mecanismos genéticos da evolução por mecanismos sociais mais eficientes, baseados no pensamento conceitual e na linguagem simbólica. A evolução da consciência deu-nos não só a Teoria a Relatividade e novas tecnologias, como também deu-nos a bomba de Hiroshima e doenças desconhecidas. Mas essa evolução da consciência nos oferece liberdade de escolha. Podemos deliberadamente alterar nosso comportamento mudando nossas atitudes e nossos valores, a fim de readquirirmos a espiritualidade e a consciência ecológica que perdemos.

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Um organismo vivo é um sistema auto-organizador, o que significa que sua ordem em estrutura e função não é imposta pelo meio ambiente, mas estabelecida pelo próprio sistema. Os sistemas auto-organizadores exibem um certo grau de autonomia; por exemplo, eles tendem manter seu tamanho de acordo com princípios internos de organização, independentemente, de influencias ambientais. Isso não significa que os sistemas vivos sejam isolados do seu meio ambiente, pelo contrário, interagem continuamente com ele, mas essa interação não determina sua auto-organização. Os dois principais fenômenos dinâmicos da auto-organização são a autorrenovação – a capacidade dos sistemas vivos de renovar e reciclar continuamente seus componentes, sem deixar de manter sua integridade de sua estrutura global, e a autotranscedência – a capacidade de se dirigir criativamente para além de fronteiras físicas e mentais nos processos de aprendizagem, desenvolvimento e evolução.

A Autorrenovação é regulada de modo o padrão geral do organismo seja preservado, e essa notável capacidade de automanutenção persiste em uma grande variedade de circunstâncias, incluindo mudanças de condições ambientais e espécies de interferência.

O poder de regeneração das estruturas orgânicas diminui com a crescente complexidade do organismo. Estrela do mar e pólipos podem regenerar seu corpo quase que inteiramente, a partir de um pequeno fragmento; lagartos, lagostas e insetos são capazes de renovar um órgão ou membro, e animais superiores, incluindo os humanos podem renovar tecidos e assim se curar ferimentos.

Vivemos em flutuação, homeostase: estado de equilíbrio dinâmico, transacional, em que existe grande flexibilidade, em outras palavras, o sistema tem um grande número de opções para interagir com seu meio ambiente. Quando ocorre uma perturbação o organismo tende a regressar ao seu estado original, e o faz adaptando-se de várias maneiras as mudanças ambientais.

Nesta lógica, quando pensamos no sistema planeta Terra, esta capacidade de autorrenovação diminui ainda mais, diante da acelerada necessidade de adaptação em que é colocada devido às alterações ambientais drásticas. Ainda que sejam capazes de se manter e se regenerar, os organismos complexos não podem funcionar indefinidamente.

A concepção sistêmica vê o mundo em termos de relações e de integração. Os sistemas são totalidades integradas. Os exemplos de sistemas são abundantes na natureza. Todo e qualquer organismo – desde a menor bactérias até os seres humanos, passando pela imensa variedade de plantas a animais – é uma totalidade integrada e, portanto, um sistema vivo. Os mesmos aspectos de totalidade são exibidos para sistemas sociais como uma colmeia, e por ecossistemas que consistem em uma variedade de organismos e matéria inanimada em interação mútua. As propriedades sistêmicas são destruídas quando um sistema é dissecado em elementos isolados. Logo, se uma parte for afetada por algum impacto, a totalidade também é afetada.

Nosso sistema planeta Terra, organismos vivo, precisa se regenerar. Para isto, temos de fornecer condição para tal, construindo a capacidade para sua autoregeneração. Mas isso só será possível quando a nossa evolução voltar a ter uma consciência ecológica.

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