Conferência Brasileira pela Mudança do Clima em Recife/PE: 1º resumo dos painéis que participei.

Aconteceu nos dias 6, 7 e 8 de novembro a Conferência Brasileira pela Mudança do Clima em Recife, um encontro  que reuniu organizações não governamentais, movimentos sociais, governos, comunidade científica e o setor privado e público brasileiro para três dias de diálogo e formulação de propostas para a implementação da NDC brasileiraO encontro foi de organização coletiva e tem como base a NDC Brasileira, o Acordo de Paris e a agenda 2030.

Foi uma programação bem intensa, infelizmente não dá para assistir a tudo, mas vou compartilhar em duas ou três posts o que foi novidade para mim e algumas das minhas percepções.

O Acordo de Escazú como impulsionador para o acesso à informação, participação e acesso à justiça em questões climáticas e ambientais no Brasil – Não tinha ouvido falar ainda, é um Acordo Regional da América Latina e Caribe. Praticamente é a Lei de Acesso à Informação sobre questões ambientais MAIS a participação da sociedade. A intenção desse acordo teve como motivação o 10º Princípio da agenda da Conferência do Rio-92 que diz respeito à participação de todos os interessados nas questões ambientais, à garantia de acesso às informações sobre o meio ambiente e ao acesso a mecanismos judiciais e administrativos destinados à compensação e reparação de danos ambientais. Este acordo inclui 27 países, onde 24 já assinaram em março de 2018 e o Brasil é um deles. Agora só falta o Brasil ratificar, está nas mãos do presidente (que agonia). Se metade ratificar, o acordo já estará valendo.

Quais os pontos principais do acordo? No quesito de acesso à informação: o Estado tem que disponibilizar informações de maneira passiva e ativa, inclusive dados de poluentes que são emitidos  que podem afetar a saúde pública. Acesso à participação: garante a participação pública aberta e inclusiva no processo de tomada de decisão em projetos, atividades ambientais e em processos de concessão de licenças ambientais que tenham ou possam ter impactos no meio ambiente. Isso geralmente acontecia após a divulgação do EIA-RIMA (Estudo/Relatório de Impactos Ambientais), com o acordo, esta participação tem que acontecer até mesmo antes de realizar o estudo, para que a sociedade possa opinar para dizer o quê que ela quer ver no relatório. Acesso à justiça: reconhece o direito à justiça em temas ambientais, assegurando o princípio de não-discriminação e observando o devido processo legal eliminando as barreiras ao exercício dos direitos de acesso por pessoas em situações de vulnerabilidade. Uma das formas de combater estas barreiras é a oferta de assistência técnica e jurídica gratuita àqueles que necessitam, além de dispositivos de redução de custos dos processos judiciais. E a novidade do acordo: é o primeiro a criar obrigações aos Estados em relação aos Defensores Ambientais que trabalham para proteger o meio ambiente, incluindo a obrigação de proteger essas pessoas de ameaças e violência, além da obrigação de garantia de um ambiente adequado para execução do seu trabalho. Em visto que no Brasil é lider em morte de ativistas ambientais, segundo a ONG Global Witness (2018), este artigo (9) foi um grande avanço.

Minha reflexão: Sabemos que todos os problemas relacionados com o meio ambiente não são novos, são antigos e estão sendo discutidos desde 1972 e que avançaram mais a partir de 1992, no Rio. Mas vemos que, as soluções propostas também não são novas, visto que já em 1992 levantaram a necessidade de incluir a sociedade nestes assuntos e garantir sua participação. De novo aqui, só tem a CONSCIÊNCIA da gravidade da crise que estamos enfrentando, e que, é necessário o engajamento de TODOS, sem exceção. A Terra, a Biosfera, os recursos naturais são direitos de todos nós. Cuidar e preservar também é a obrigação de todos! A responsabilidade de garantir os serviços ecossistêmicos para as próximas gerações é muito grande para ficar aguardando pelas definições de acordos mundiais e de ações do governo federal. Temos que começar a participar, a se informar e agir em nível local, municipal, que é onde as coisas acontecem! Este acordo é um convite para que nós façamos nosso papel e as pessoas precisam saber disso!

Para saber na íntegra a versão final do acordo, clique aqui.

Atualização de cumprimento do Princípio 10: Observatório do Princípio 10.

Vamos compartilhar o tema!

Um beijo!

Seva: Retrospectiva de um ano da questão do lixo

Participação da Mutação Sustentável na Semana Lixo Zero de Curitiba!

Agroecologia Interna

Imagem destacada: Photo by Henry & Co. on Unsplash

No último dia 22 de novembro, ocorreu na Universidade Positivo da Santos Andrade uma aula especial, que foi como uma roda de conversa, durante a semana do lixo zero, pelo convite da professora Taís Canova, e que foi dirigida aos alunos do curso de gestão de resíduos. Nessa aula fomos convidados, eu (Rodrigo Fagundes) lincando minha startup Alocate e a ambientalista Sabrina Correia. Levei aos alunos a abordagem do desenvolvimento humano e sustentável, a qual me dedico, sobre a questão do lixo, apontando para o cenário nessa causa. E a Sabrina fez uma apresentação das tendências do meio ambiente e consciência ecológica. Ao começo da aula fomos apresentado à turma pela professora e falamos sobre o que havíamos planejado lhes apresentar. A Sabrina que tem uma empresa chamada Mutação Sustentável em referência ao livro Ponto de Mutação do escrito e físico…

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1º Workshop: Como Trazer a Sustentabilidade para o nosso dia-a-dia

Olá amigos (as) que estão lendo esta postagem, eu sei que se passaram 2 (dois), DOIS!!! meses sem uma postagem por aqui, mesmo estando ativa pelas redes do Instagram e Facebook. Mas, muitas “Mutações” acontecendo na minha vida (que falarei mais em uma próxima postagem) , em sua boa parte planejadas. E uma das que foram planejadas foi o Workshop Como trazer a Sustentabilidade para o nosso dia-a-dia, que realizei com a ajuda de parceiros, no dia 26 de outubro, em Lins, minha cidade natal.

Estou muito feliz com o resultado da minha primeira facilitação, curadoria (são tantas palavras novas) ou melhor, organizadora e ao mesmo tempo palestrante de um evento. Evento este que estava incluso na programação da Semana Lixo Zero, que aconteceu no Brasil todo entre os dias 18 e 27 de outubro.

Desde que eu despertei para uma consciência ecológica (ou falta dela), que foi quando entrei nas profundezas do meu ser, das crenças e de toda a trajetória da mente humana (minha) até chegar onde estamos (estou), sinto a necessidade de compartilhar e dialogar sobre este tema e o quanto ele está relacionado com a Sustentabilidade que queremos atingir.

Dentro da programação então, tivemos:

  • Uma meditação guiada chamada: O homem como uma galáxia em miniatura;
  • Palestra no estilo roda de conversa: Despertando a consciência ecológica; e em seguida:
  • Consumo Consciente;
  • Lanche colaborativo, onde todos participaram com a contribuição para termos um momento de distração e aproximação;
  • Apresentação do CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura) de Lins;
  • Palestra sobre a situação dos Resíduos Sólidos Urbanos de Lins, com a apresentação da minha amiga Engenheira Ambiental e Civil Danielle Ferreira;
  • Oficina de compostagem doméstica em baldes, no tipo da vermicompostagem;
  • Bazar da troca no final, onde algumas pessoas levaram e participaram, mesmo não sendo ainda uma prática comum da nossa cultura de hoje.

Tivemos uma participação muito rica de ex-colegas da turma de Engenharia Ambiental da Unilins, dos alunos que ainda vão se formar, professora de educação infantil e da sociedade como um todo.

E para finalizar antes de compartilhar as fotos, deixo duas frases sobre a Mudança que sonhamos, que gosto sempre de mentalizar, principalmente quando penso que minhas ações são pequenas… (PS. não sei quem são os autores originais)

“Ninguém faz nada sozinho, e mudar o mundo é uma delas!”

“Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo primeiro”.

A mudança que queremos para o mundo, começa, primeiramente dentro de cada um de nós… por isso, que passo constantemente pela minha Mutação Sustentável.

Um beijo a todos!

 

Nossas rupturas: pessoal, social e ecológica.

Hoje vivemos em um mundo rápido, interligado, eficiente, conectado e desconectado. Nós nos desenvolvemos muito na direção tecnológica, nas relações com as máquinas e relacionamentos virtuais sem conexão real. Aos poucos fomos nos distanciando de nós mesmos, do outro e da natureza. E essa será a nossa reflexão aqui.

A primeira ruptura é aquela ruptura com nós mesmos. Passamos a olhar tanto para fora a ponto de não nos conhecermos mais. Fica difícil reconhecer nossos sentimentos,  expressá-los e lidar com eles. E assim fica quase impossível. 

Se nessa equação adicionarmos o senso de comparação que as redes sociais nos proporcionam, aí é que escondemos nossos sentimentos desafiadores debaixo do tapete. 

Afinal de contas não temos tempo pra isso, já que temos que focar nos filtros que usaremos nas fotos que vamos postar hoje às 19h horário em que as pessoas estão saindo do trabalho e acessam as redes sociais para que nosso post fique em evidência.

É claro que de início não nos damos conta de que isso nos faz mal. E quando vemos já estamos sobrecarregados com tantas cobranças internas e externas. 

Porém, quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulga que o suicídio mata mais do que as guerras e a violência, ficamos chocados. Mas, vamos voltar um pouco. Há 10 anos, quantas pessoas você ouvia falar que tinham se suicidado? E hoje, quantos casos você já ouviu?

Não fazemos isso de propósito, mas coletivamente estamos fazendo. Por isso que, apesar de exigir muito esforço, energia e dedicação precisamos ficar em silêncio, conversar com nós mesmos, acolher os sentimentos desafiadores, lidar com eles e nos respeitarmos. Precisamos nos reconectar com o nosso EU

Quer uma dica? Busque autoconhecimento, práticas, livros, terapia, natureza ou qualquer outra coisa que te leve a esse resgate!

A segunda ruptura é a ruptura social, a desconexão com o outro. 

Vamos pensar juntos: se estamos com dificuldade na relação eu-comigo, imagine na relação eu-com o outro

Enquanto sociedade perdemos a ligação com o outro, segundo o Banco Mundial conseguimos diminuir a extrema pobreza ao redor do globo, mas os ricos nunca estiveram tão ricos. Se hoje você tem um curso superior saiba que você pertence a 8% da população brasileira. 

Isso é assustador! Eis mais um dado do IBGE (2017): 10% da população do Brasil possui 43% da renda do país, enquanto os 10% mais pobres possuem 0,7% da renda total (ZERO PONTO SETE).

Da mesma forma como em nossa quebra do eu-comigo, nós não estamos contribuindo com isso propositalmente, mas ainda assim o fazemos. Não acordamos de manhã, olhamos no espelho e dizemos: hoje vou tornar mais rico ainda os 10% mais ricos e trabalharei para que 92% da população brasileira continue sem ensino superior. 

Mas ao não parar e analisar o impacto das nossas ações, o fazemos inconscientemente.

E aqui cabe entender que fazemos parte do sistema, ainda que ele tenha mais 7,7 bilhões de participantes. Posso não ter a intenção de prejudicar ninguém, mas ao não pensar e agir sistematicamente, acabo prejudicando.

E essa minha última fala me leva à nossa terceira ruptura, que é a quebra ecológica, a desconexão do eu-natureza. Tratamos a natureza como uma fonte inesgotável de recursos e disso com certeza você já ouviu falar. Mas quer ver como ainda estamos desconectados? 

Quando você está cansado, estressado, o final de semana está chegando e você vê uma oportunidade de sair da cidade, o que você falaria? Provavelmente que precisa ir para a praia e ficar em contato com a natureza (ou algo do tipo)! 

De fato, essa fala ainda retrata uma desconexão com a natureza. Ela nos diz que a natureza está lá, longe da gente, em um lugar específico praia, campo, montanha mas nós também somos natureza. Nós somos organismos vivos igual a uma árvore, precisamos de água e luz do sol tal qual uma árvore. 

A natureza não é um recurso, aqui também fazemos parte desse sistema.

E acontece que assim como nas outras duas rupturas, não estamos fazendo por mal. Pelo menos eu imagino que você não saia por aí cortando as árvores que encontra pelo caminho e nem deixa o seu carro ligado o dia inteiro para poluir nosso ar ainda mais. 

Mas ao se deixar levar pelo consumismo, ao incorporar a frase: “não consigo viver sem esse produto”, e ao consumir sem se preocupar com o destino final do copinho descartável e até mesmo ao acreditar que o copinho de plástico é realmente descartável, nós estamos contribuindo com essa ruptura. Hoje consumimos os recursos naturais de 1,7 planetas Terra por ano.

Para acabar com essa quebra, além de entender que também fazemos parte desse sistema vivo, precisamos repensar nossa maneira de consumir. Antes de comprar o próximo produto, pare e se pergunte: será que eu não consigo viver sem isso? Já não tenho o suficiente disso?

Sei que é muita coisa para pensar. Eu fiquei paralisada quando o Otto Scharmer apresentou essas 3 rupturas na Teoria U. Para mim fez muito sentido e por isso decidi compartilhar com você.

Levamos anos para chegar até esse nível de ruptura, então não vamos nos cobrar pela reconexão de uma vez só. 

Mas eu gostaria de saber se fizer sentido pra você qual será o seu primeiro passo?

 

Obrigada.

Patrícia Cassaca.

Não existe o padrão sustentável. Existe a evolução contínua em busca da sustentabilidade.

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Ao olhar para o mundo em busca de novos caminhos, nada mais natural do que cada indivíduo ter seus próprios objetivos e trilhar rumos que julgue corretos. Nem todos precisam seguir a mesma direção, mas existem consensos. Um deles é que o cenário ambiental que está precisando de atenção. Diante de uma crise climática pré-anunciada, da poluição, da crise por demanda energética e recursos como um todo, o período não poderia ser mais oportuno para tratar o tema.

Eu vejo muitas pessoas perdidas em relação a isso. Primeiro grupo são as pessoas que não se sentem parte do problema e nem da solução, os céticos, os despreocupados. Segundo grupo são as pessoas que se sentem inseridas no problema, mas não saem da zona do conforto para fazer parte da solução. E o terceiro grupo, são das pessoas que fazem parte do problema e da solução, por este motivo procuram melhorar suas escolhas, mudam o estilo de vida, e mesmo assim, se culpam porque os impactos não acabam nunca. São as pessoas do terceiro grupo que mais sofrem, internamente.

Eu falo por mim mesma. Quando caiu minha ficha sobre o que estávamos fazendo com o planeta, eu pirei. Quis mudar várias coisas rapidamente, e aquelas que não conseguia mudar por algum motivo de acesso ou recurso, me sentia super mal e na minha cabeça eu voltava a estaca zero. E isso, isso não ajuda. Pelo contrário, atrapalha, porque você cria algo que você NÃO SUSTENTA! E o que não podemos sustentar, logo, não é sustentável também para o planeta.

Conforme foi definido pela ONU, para obter a Sustentabilidade é necessário ter uma visão sistêmica para o Econômico, o Social e o Ecológico. Olhando para um indivíduo, dentro da própria casa não é diferente, e eu ainda considero um quarto elemento, se tornando o primeiro da base da Sustentabilidade, o EU. Mas não é o EU no sentido do ego, é o EU em relação a saúde física e mental e ao SER EU.

E quando olhamos com esta percepção, não há uma receita padronizada para se tornar sustentável. Se ninguém é igual a ninguém geneticamente, nas impressões digitais, na forma de pensar, de se vestir, na busca para a SUSTENTABILIDADE também não é diferente!

Ninguém vai ter a mesma adaptabilidade em dietas com restrição de proteína animal. Não é todo mundo que vai ter acesso a um transporte público de qualidade, não é todo mundo que vai ter tempo para lavar as fraldas de pano do bebe recém-nascido, e por aí vai.

Por isso, quando me perguntam como ser sustentável e o que fazer para mudar para reduzir seus impactos, a primeira coisa que digo é: como está sua relação com você mesmo? Como estão suas relações sociais? E financeiras? Porque se você não estiver cuidando da sua saúde física e mental, o que você fizer a mais para o meio ambiente não vai ser sustentável por muito tempo, porque uma hora esta negligência volta para você e isso pode se tornar em um consumo de remédios, por exemplo.

A mesma coisa se reflete em como você vê os problemas sociais como fome, preconceito, desemprego. Enquanto tivermos desigualdades extremas, teremos grande necessidade de uso dos recursos naturais, porque todos é digno de viver em abundância.

Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida em abundância”.  “Amai o próximo como a ti mesmo.”

Como podemos amar o próximo, outra espécie animal, ter respeito pelas diversidades e culturas, se eu não amo nem a mim mesmo?

Para isso, é fundamental que cada um seja induzido a refletir sobre o que é realmente importante em sua vida e, como decorrência, sobre ao que o seu padrão de consumo deve responder. Esta mudança é o centro do comportamento de consumo consciente.

A busca por um padrão de consumo que permita contribuir para a sustentabilidade da vida no planeta passa por uma reflexão sobre o que realmente importa, o que de fato traz felicidade, o que é essencial para a vida, colocando o consumo em seu devido e importante lugar de instrumento de bem estar, e dando lugar à busca pela felicidade nos Afetos, nas Amizades, nos Amores, na Arte – os 4 As de um modo de vida sustentável – como o centro de uma vida que tenha um sentido transcendente e voltada ao que realmente importa.

Instituto Akatu

Neste processo, é preciso aprender a ouvir de forma mais profunda e mais em contato com as próprias emoções, em busca de um caminho em que o consumo material deixa de ser o centro da vida e dá lugar a uma existência plena de sentido nos relacionamentos e na expressão das emoções e sentimentos, plena de autoconsciência e autoconhecimento, e integrada ao coletivo da humanidade pelo que há de mais humano.

Ao interromper nossas ações rotineiras e “desacelerar”, nos tornamos mais conscientes da motivação para nossas ações frente ao que realmente importa na vida.

E a partir daí, evoluir, como todo o nosso processo de ser humano, enquanto estivermos neste plano. É tomar a consciência, e a cada dia fazer algo a mais, mudar para melhor. É você buscar o seu melhor equilíbrio frente a entrega que consegue dar ao mundo. Ser sustentável é… Estar Sustentável… Ser você e buscar a melhoria contínua da sustentabilidade.

Por isso, a Mutação Sustentável tem como conceito a evolução sistêmica do indivíduo de uma forma dinâmica e equilibrada para a regeneração, assim como é na natureza. A mudança é premissa de evolução também na natureza, que opera em equilíbrio com sistemas limpos e regenerativos, respeitando o seu espaço e tempo.

Um beijo.

Sabrina

Auto-Observação: Você possui este hábito? Conheça os benefícios.

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Você até já ouviu este termo, mas não entendeu muito bem o que significa?!

Sem problemas! Vamos falar de uma maneira bem simples sobre como isso pode ajudar no seu #processoMS!

Ao longo de toda nossa vida, em nosso dia a dia, vivemos observando, observando tudo ao nosso redor, mas o mais importante nem se quer paramos para observar: nós mesmos.

Você já parou para observar como é o seu estado mental ao acordar, ao ir pro trabalho, ao se relacionar com a família e amigos e ao ficar sozinho, em sua própria companhia?

A auto-observação íntima é fundamental para um processo verdadeiro de transformação.

A prática da observação de si mesmo oferece muitos ganhos e, por meio dela, é possível se conectar melhor com sua essência, pois se de um lado você se conhece e reconhece suas emoções, fica mais descomplicado dirigir as ações e ter comportamentos mais assertivos na vida e nas relações interpessoais, profissionais, sociais e afetivas, afirma José Roberto Marques em seu portal online.

Porém, esta observação de si mesmo, não pode ser de forma punitiva, se julgando e se punindo pela forma como age em determinadas situações. Experimente observar-se de forma neutra, para entender seus sentimentos e “como e porquê” estes sentimentos geram determinadas atitudes. Desta forma, conseguirá ter clareza do seu funcionamento emocional e identificar o que você pode transformar e quais os ganhos que você terá em sua vida com isso.

Segundo o portal Gnosis Brasil, auto-observação está fundamentalmente dirigida da seguinte forma:

  • O que pensamos? Como pensamos? Por que pensamos de determinada forma?
  • O que sentimos? Como sentimos? Por que sentimos dessa forma?
  • O que fazemos? Como e por que atuamos de determinada maneira?

A partir do momento que adquirimos o hábito de nos auto-observar, começamos a dominar nossos  pensamentos, sentimentos e atitudes, o que nos faz desfrutar do crescimento pessoal.

Algumas práticas como yoga e meditação podem nos auxiliar neste processo de auto-observação e nos guiar para uma vida com mais presença e tranqüilidade. Além de nos fazer perceber se estamos seguindo a rota adequada da nossa vida ou se precisamos recalcular algo.

No yoga, durante a prática de asanas (posturas físicas), a auto-observação inevitavelmente acontecerá. A mente se torna atenta e presente no agora, a respiração é consciente e flui em sintonia com o movimento e você estará totalmente ali, presente, se observando, entendendo seu corpo, respeitando suas limitações naquele momento – ahimsa (não violência), mas a o mesmo tempo saindo de sua zona de conforto, buscando o seu melhor naquela prática. O caminho do yoga te levará a libertação – moksha, libertação física, emocional e de condicionamentos sociais, familiares, religiosos…

Através da libertação vinda da auto-observação você passará a viver e expressar a sua verdadeira essência, quem você realmente é.

Patrícia Crivellaro, professora de yoga.

Permita-se experimentar os benefícios da auto-observação em sua vida.

E ai, vai topar?

Um beijo,

Rapha.

Qual nível de escuta você está praticando quando está em uma conversa?

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Você sabe qual é a diferença entre escutar e ouvir?
Escutar é ouvir com atenção! E você sabia que existem diferentes níveis de escuta?

Pois é, Otto Scharmer é um professor do MIT e ele é o criador da Teoria U, uma metodologia para soluções de problemas sistêmicos. A primeira lição que Otto nos dá é sobre escuta. Ele traz 4 níveis de escuta.

O primeiro nível, e o que passamos a maior parte do tempo (por razões biológicas – economia de energia! simples assim) é o Download – eu gosto de chamar de Nível de Confirmação. Esta é aquela escuta onde estamos só confirmando aquilo que já sabemos: está sol, vai chover, o dólar aumentou, tomar água faz bem à saúde, etc.

O segundo nível, o Factual, eu chamo de Nível de Atenção. É o nível que começamos a prestar atenção no que estamos ouvindo porque são informações novas que estamos recebendo. Por exemplo, se eu estivesse te falando este texto, você estaria nesse nível. É o nível onde nos abrimos pra novas informações, pra novos fatos.

O terceiro nível, o Empático, esse eu chamo assim mesmo. É um nível onde deixamos de lado nossos julgamentos, cinismo, medo e passamos a escutar puramente o que está sendo dito, neste nível somos capazes de ler as entrelinhas, percebemos o sentimento do locutor, ouvimos seus gestos, nos “empatizamos” com o locutor e a história. Aqui vale lembrar que a empatia é a capacidade de entender o sentimento do outro, não sendo necessário sentí-lo também. Basta compreender que aquela pessoa ficou triste naquela situação, sem julgá-la.

O quarto nível, é o nível Generativo, que gosto de chamar de Nível de Criatividade. Neste nível estamos com as vozes do julgamento, medo e cinismo suspensas e estamos tão atentos ao que está sendo dito, que cria-se um ambiente de geração de novas idéias. Sabe quando você está em uma reunião ou conversa e de repente surge uma ideia no grupo que ninguém sabe de onde surgiu? Então, é nesse nível de escuta que isso acontece.

Escutar é dar poder a outra pessoa, e quanto mais poder damos à pessoa a quem estamos escutando, mais profundo naquele assunto ela pode ir!

Agora que você já sabe disso, topa se observar e identificar qual nível de escuta você está praticando?

Lembre-se que é apenas uma observação e não um julgamento.

 

Um beijo

Patrícia Cassaca.