Nossas rupturas: pessoal, social e ecológica.

Hoje vivemos em um mundo rápido, interligado, eficiente, conectado e desconectado. Nós nos desenvolvemos muito na direção tecnológica, nas relações com as máquinas e relacionamentos virtuais sem conexão real. Aos poucos fomos nos distanciando de nós mesmos, do outro e da natureza. E essa será a nossa reflexão aqui.

A primeira ruptura é aquela ruptura com nós mesmos. Passamos a olhar tanto para fora a ponto de não nos conhecermos mais. Fica difícil reconhecer nossos sentimentos,  expressá-los e lidar com eles. E assim fica quase impossível. 

Se nessa equação adicionarmos o senso de comparação que as redes sociais nos proporcionam, aí é que escondemos nossos sentimentos desafiadores debaixo do tapete. 

Afinal de contas não temos tempo pra isso, já que temos que focar nos filtros que usaremos nas fotos que vamos postar hoje às 19h horário em que as pessoas estão saindo do trabalho e acessam as redes sociais para que nosso post fique em evidência.

É claro que de início não nos damos conta de que isso nos faz mal. E quando vemos já estamos sobrecarregados com tantas cobranças internas e externas. 

Porém, quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulga que o suicídio mata mais do que as guerras e a violência, ficamos chocados. Mas, vamos voltar um pouco. Há 10 anos, quantas pessoas você ouvia falar que tinham se suicidado? E hoje, quantos casos você já ouviu?

Não fazemos isso de propósito, mas coletivamente estamos fazendo. Por isso que, apesar de exigir muito esforço, energia e dedicação precisamos ficar em silêncio, conversar com nós mesmos, acolher os sentimentos desafiadores, lidar com eles e nos respeitarmos. Precisamos nos reconectar com o nosso EU

Quer uma dica? Busque autoconhecimento, práticas, livros, terapia, natureza ou qualquer outra coisa que te leve a esse resgate!

A segunda ruptura é a ruptura social, a desconexão com o outro. 

Vamos pensar juntos: se estamos com dificuldade na relação eu-comigo, imagine na relação eu-com o outro

Enquanto sociedade perdemos a ligação com o outro, segundo o Banco Mundial conseguimos diminuir a extrema pobreza ao redor do globo, mas os ricos nunca estiveram tão ricos. Se hoje você tem um curso superior saiba que você pertence a 8% da população brasileira. 

Isso é assustador! Eis mais um dado do IBGE (2017): 10% da população do Brasil possui 43% da renda do país, enquanto os 10% mais pobres possuem 0,7% da renda total (ZERO PONTO SETE).

Da mesma forma como em nossa quebra do eu-comigo, nós não estamos contribuindo com isso propositalmente, mas ainda assim o fazemos. Não acordamos de manhã, olhamos no espelho e dizemos: hoje vou tornar mais rico ainda os 10% mais ricos e trabalharei para que 92% da população brasileira continue sem ensino superior. 

Mas ao não parar e analisar o impacto das nossas ações, o fazemos inconscientemente.

E aqui cabe entender que fazemos parte do sistema, ainda que ele tenha mais 7,7 bilhões de participantes. Posso não ter a intenção de prejudicar ninguém, mas ao não pensar e agir sistematicamente, acabo prejudicando.

E essa minha última fala me leva à nossa terceira ruptura, que é a quebra ecológica, a desconexão do eu-natureza. Tratamos a natureza como uma fonte inesgotável de recursos e disso com certeza você já ouviu falar. Mas quer ver como ainda estamos desconectados? 

Quando você está cansado, estressado, o final de semana está chegando e você vê uma oportunidade de sair da cidade, o que você falaria? Provavelmente que precisa ir para a praia e ficar em contato com a natureza (ou algo do tipo)! 

De fato, essa fala ainda retrata uma desconexão com a natureza. Ela nos diz que a natureza está lá, longe da gente, em um lugar específico praia, campo, montanha mas nós também somos natureza. Nós somos organismos vivos igual a uma árvore, precisamos de água e luz do sol tal qual uma árvore. 

A natureza não é um recurso, aqui também fazemos parte desse sistema.

E acontece que assim como nas outras duas rupturas, não estamos fazendo por mal. Pelo menos eu imagino que você não saia por aí cortando as árvores que encontra pelo caminho e nem deixa o seu carro ligado o dia inteiro para poluir nosso ar ainda mais. 

Mas ao se deixar levar pelo consumismo, ao incorporar a frase: “não consigo viver sem esse produto”, e ao consumir sem se preocupar com o destino final do copinho descartável e até mesmo ao acreditar que o copinho de plástico é realmente descartável, nós estamos contribuindo com essa ruptura. Hoje consumimos os recursos naturais de 1,7 planetas Terra por ano.

Para acabar com essa quebra, além de entender que também fazemos parte desse sistema vivo, precisamos repensar nossa maneira de consumir. Antes de comprar o próximo produto, pare e se pergunte: será que eu não consigo viver sem isso? Já não tenho o suficiente disso?

Sei que é muita coisa para pensar. Eu fiquei paralisada quando o Otto Scharmer apresentou essas 3 rupturas na Teoria U. Para mim fez muito sentido e por isso decidi compartilhar com você.

Levamos anos para chegar até esse nível de ruptura, então não vamos nos cobrar pela reconexão de uma vez só. 

Mas eu gostaria de saber se fizer sentido pra você qual será o seu primeiro passo?

 

Obrigada.

Patrícia Cassaca.

Auto-Observação: Você possui este hábito? Conheça os benefícios.

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Você até já ouviu este termo, mas não entendeu muito bem o que significa?!

Sem problemas! Vamos falar de uma maneira bem simples sobre como isso pode ajudar no seu #processoMS!

Ao longo de toda nossa vida, em nosso dia a dia, vivemos observando, observando tudo ao nosso redor, mas o mais importante nem se quer paramos para observar: nós mesmos.

Você já parou para observar como é o seu estado mental ao acordar, ao ir pro trabalho, ao se relacionar com a família e amigos e ao ficar sozinho, em sua própria companhia?

A auto-observação íntima é fundamental para um processo verdadeiro de transformação.

A prática da observação de si mesmo oferece muitos ganhos e, por meio dela, é possível se conectar melhor com sua essência, pois se de um lado você se conhece e reconhece suas emoções, fica mais descomplicado dirigir as ações e ter comportamentos mais assertivos na vida e nas relações interpessoais, profissionais, sociais e afetivas, afirma José Roberto Marques em seu portal online.

Porém, esta observação de si mesmo, não pode ser de forma punitiva, se julgando e se punindo pela forma como age em determinadas situações. Experimente observar-se de forma neutra, para entender seus sentimentos e “como e porquê” estes sentimentos geram determinadas atitudes. Desta forma, conseguirá ter clareza do seu funcionamento emocional e identificar o que você pode transformar e quais os ganhos que você terá em sua vida com isso.

Segundo o portal Gnosis Brasil, auto-observação está fundamentalmente dirigida da seguinte forma:

  • O que pensamos? Como pensamos? Por que pensamos de determinada forma?
  • O que sentimos? Como sentimos? Por que sentimos dessa forma?
  • O que fazemos? Como e por que atuamos de determinada maneira?

A partir do momento que adquirimos o hábito de nos auto-observar, começamos a dominar nossos  pensamentos, sentimentos e atitudes, o que nos faz desfrutar do crescimento pessoal.

Algumas práticas como yoga e meditação podem nos auxiliar neste processo de auto-observação e nos guiar para uma vida com mais presença e tranqüilidade. Além de nos fazer perceber se estamos seguindo a rota adequada da nossa vida ou se precisamos recalcular algo.

No yoga, durante a prática de asanas (posturas físicas), a auto-observação inevitavelmente acontecerá. A mente se torna atenta e presente no agora, a respiração é consciente e flui em sintonia com o movimento e você estará totalmente ali, presente, se observando, entendendo seu corpo, respeitando suas limitações naquele momento – ahimsa (não violência), mas a o mesmo tempo saindo de sua zona de conforto, buscando o seu melhor naquela prática. O caminho do yoga te levará a libertação – moksha, libertação física, emocional e de condicionamentos sociais, familiares, religiosos…

Através da libertação vinda da auto-observação você passará a viver e expressar a sua verdadeira essência, quem você realmente é.

Patrícia Crivellaro, professora de yoga.

Permita-se experimentar os benefícios da auto-observação em sua vida.

E ai, vai topar?

Um beijo,

Rapha.

Qual nível de escuta você está praticando quando está em uma conversa?

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Você sabe qual é a diferença entre escutar e ouvir?
Escutar é ouvir com atenção! E você sabia que existem diferentes níveis de escuta?

Pois é, Otto Scharmer é um professor do MIT e ele é o criador da Teoria U, uma metodologia para soluções de problemas sistêmicos. A primeira lição que Otto nos dá é sobre escuta. Ele traz 4 níveis de escuta.

O primeiro nível, e o que passamos a maior parte do tempo (por razões biológicas – economia de energia! simples assim) é o Download – eu gosto de chamar de Nível de Confirmação. Esta é aquela escuta onde estamos só confirmando aquilo que já sabemos: está sol, vai chover, o dólar aumentou, tomar água faz bem à saúde, etc.

O segundo nível, o Factual, eu chamo de Nível de Atenção. É o nível que começamos a prestar atenção no que estamos ouvindo porque são informações novas que estamos recebendo. Por exemplo, se eu estivesse te falando este texto, você estaria nesse nível. É o nível onde nos abrimos pra novas informações, pra novos fatos.

O terceiro nível, o Empático, esse eu chamo assim mesmo. É um nível onde deixamos de lado nossos julgamentos, cinismo, medo e passamos a escutar puramente o que está sendo dito, neste nível somos capazes de ler as entrelinhas, percebemos o sentimento do locutor, ouvimos seus gestos, nos “empatizamos” com o locutor e a história. Aqui vale lembrar que a empatia é a capacidade de entender o sentimento do outro, não sendo necessário sentí-lo também. Basta compreender que aquela pessoa ficou triste naquela situação, sem julgá-la.

O quarto nível, é o nível Generativo, que gosto de chamar de Nível de Criatividade. Neste nível estamos com as vozes do julgamento, medo e cinismo suspensas e estamos tão atentos ao que está sendo dito, que cria-se um ambiente de geração de novas idéias. Sabe quando você está em uma reunião ou conversa e de repente surge uma ideia no grupo que ninguém sabe de onde surgiu? Então, é nesse nível de escuta que isso acontece.

Escutar é dar poder a outra pessoa, e quanto mais poder damos à pessoa a quem estamos escutando, mais profundo naquele assunto ela pode ir!

Agora que você já sabe disso, topa se observar e identificar qual nível de escuta você está praticando?

Lembre-se que é apenas uma observação e não um julgamento.

 

Um beijo

Patrícia Cassaca.

4 dicas que me ajudaram a eliminar o hábito de consumir copos de plástico descartável.

bg-tituloA Mutação Sustentável surgiu da consciência do uso de copo de plástico descartável. Sim, eu estava com um hábito de me distrair por alguns minutos das atividades no trabalho, passava na sala de café, pegava um copo descartável, tomava um “golinho” de café, batia um papo ou resolvia algo do trabalho e descartava o copo. Este ciclo se repetia pelo menos 3 vezes por dia!

Até que um dia, eu despertei desta ato em modo automático e me vi afundada em um monte de copos descartáveis sendo aterrados em aterro sanitário. Pensei: preciso mudar isto! A princípio, parecia ser simples. Ter minha própria xícara.

É possível mudar um hábito definitivamente?

Esta é uma pergunta clichê, pois todos nós queremos a fórmula mágica para mudar algum hábito que consideramos ruim ou criar um hábito novo. A boa notícia é: existe esta fórmula mágica. O fato é: mesmo assim não é fácil mudar ou criar hábitos. A resposta para isto é que, somos atraídos – intensamente atraídos – pelas coisas que são fáceis, práticas e habituais e é incrivelmente difícil dominar essa inércia.

Mas vamos à fórmula mágica, retirada do livro O Poder do Hábito, de Charles Duhigg (lá tem referências de todos os pesquisadores, psicólogos e cientistas envolvidos nestes estudos). Para alguma ação ou comportamento virar um hábito é necessário existir três componentes:

  1. Deixa: um estímulo que manda seu cérebro entrar em modo automático para você agir. Pode ser um odor, o clima, um sentimento, um barulho, enfim, várias coisas.
  2. Rotina: é a sua reação à deixa: ação, comportamento, pensamento.
  3. Recompensa: benefício/prazer que você recebe por completar o hábito, quanto mais agradável for, mais este ciclo se repete, porque você vai ansiar sentir o mesmo prazer novamente.

Como surge um hábito

São os anseios que impulsionam os hábitos. Por isso, o primeiro passo para mudar um hábito é entender as deixas e os anseios que impulsionam este hábito. Isto não faz com que eles desapareçam de repente, mas vai lhe fornecer um meio de planejar como mudar este padrão.

Dica 1 – Observar e entender um anseio existente ou criar um anseio, para incorporar uma rotina em atendimento à recompensa.

Dica 2 – Repetição. A prática leva à perfeição. Se você deseja criar uma rotina, tem que praticar, senão seu cérebro não vai atuar de forma automática.

Bom, mas o que vai levar à nossa disciplina e iniciativa de repetição? Nossa força de vontade. A questão é que a força de vontade é como um músculo, quando mais a exercita, mais você consome energia e ela enfraquece.

“Infelizmente, enfrentamos um fluxo estável de tarefas que exaurem nossa força de vontade todos os dias. Seja evitar comer sobremesa no almoço, manter-se concentrado em uma planilha no computador durante horas a fio ou participar de
uma reunião de três horas, mas, em qualquer um desses casos, nossa força de vontade está sendo continuamente posta à prova. Então, não é surpresa alguma que voltemos com tanta facilidade aos nossos velhos hábitos, ao caminho mais fácil e mais conhecido, à medida que avançamos ao longo do dia. Essa atração invisível exercida pelo caminho da menor resistência pode determinar mais fatores da nossa vida do que percebemos, criando uma barreira intransponível à mudança e ao crescimento positivo.”                                                             Shawn Achor

O que muitas vezes falta, segundo os estudos, é uma energia de ativação, um fagulha inicial necessária para catalisar uma reação. A mesma energia, tanto física quanto mental, é necessária para as pessoas superarem a inércia e dar início a um hábito positivo. Caso contrário, a natureza humana nos conduz eternamente pelo caminho da menor resistência.

Segundo o autor do livro O jeito Harvard de ser feliz, Shawn Achor, reduzir o tempo gasto para iniciar uma ação, ou seja, se diminuir a energia de ativação, há mais chances de o hábito ser realizado. Isso significou em seus estudos que poupar 20 segundos a menos para iniciar uma atividade seria o suficiente para realizá-la.

“Na verdade, muitas vezes leva mais de 20 segundos para fazer a diferença – e algumas vezes pode levar muito menos –, mas a estratégia em si pode ser aplicada a qualquer coisa: reduza a energia de ativação para os hábitos que deseja adotar e aumente-a para hábitos que deseja evitar.”

Dica 3 – Aumente ou reduza a energia de ativação, ou seja, se planeje.

Bom, sem saber da parte teórica que aprendi após ler estes livros, acabei utilizando as três estratégias acima para parar de consumir copos de plástico descartável.

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Observei e identifiquei o anseio e as recompensas para beber café, substitui a rotina, ou melhor, o copo descartável pela caneca, e ainda, criei uma dificuldade para beber café toda vez que o anseio surgisse aumentando a energia de ativação: atravessar a fábrica com uma caneca na mão (o que não era comum) até a sala do café. Assim, consegui reduzir o hábito, alterei o copo pela caneca, e por fim, foquei na recompensa, ou seja, nos benefícios que estava causando para minha saúde e para o meio ambiente.

Dica 4 – Focar nos benefícios.

Não lembro de ter aprendido com alguém específico, mas sempre tive em mente que, se eu quero muito fazer de algo um hábito, que sei que vai ser positivo para mim, eu foco nos benefícios. Pensar positivo ajuda a você buscar aquele restinho de força de vontade. E dependendo do que for, ainda eu estipulo metas e amarro estas metas para ser condicionantes de outros objetivos. Não tem erro!

Estas dicas podem ser usadas para qualquer área que você queira introduzir um hábito positivo. Você pode usar para melhorar sua alimentação, iniciar a prática da musculação, deixar de comprar alguma coisa e até mesmo melhorar a produtividade no trabalho, ou seja, criar HÁBITOS SUSTENTÁVEIS!

Segundo estudos de neurocientistas para um hábito ser formado de forma automática é preciso uma prática de pelo menos 21 dias consecutivos para nosso cérebro passar por uma reprogramação.

Para te ajudar nesta tarefa de criar um hábito positivo eu vou compartilhar uma ferramenta poderosa! É só clicar no link abaixo. Mas ao baixar este arquivo, você tem que se comprometer com você mesmo, dando seu melhor para completar os 21 dias. E se sentir confortável, queremos saber sua experiencia! Compartilhe conosco nos comentários abaixo ou nas redes sociais da Mutação Sustentável.

COMO CRIAR UM HÁBITO

Um beijo e boa jornada Mutantes Sustentáveis!

Como um hábito angular pode contribuir para que você alcance resultados melhores em sua vida?

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Primeiramente, qual a influência de um hábitos em nossas vidas?  Segundo Charles Duhigg, em seu livro “O Poder do Hábito”, 40% do nosso dia são regidos por hábitos, ou seja, atuamos no modo automático. E isso é ruim?

Depende! Por um lado isto pode ser considerado bom, pois assim poupamos nossas energias para a realização de atividades comuns, como: tomar banho, escovar os dentes e etc.

Entretanto, é preciso tomar muito cuidado com aqueles ‘velhos hábitos’ que não estão agregando em  nada, ou pior ainda, estão contribuindo pra uma involução. Para estes, temos que estar dispostos a criar um novo mindset que implicará diretamente em nossas atitudes mentais que influenciarão novos pensamentos e comportamentos.

E como fazer isso?

Estudos apontam que leva 21 dias para que haja uma reprogramação cerebral, neste sentido, se você praticar algo novo por 21 dias consecutivos, você é capaz de transformar isto em um hábito. Aqui a sua determinação, vontade, foco e constância são essenciais no processo, afinal, “aquilo que você foca, expande!”

Já os hábitos angulares são aqueles que após serem adotados, proporcionam uma reforma interior que é capaz de alcançar diversas áreas de nossas vidas, mesmo que não seja a área específica do hábito. Assim podemos dizer que muitas vezes basta uma mudança para que diversas outras mudanças aconteçam. Para ficar mais claro, listei abaixo alguns exemplos de hábitos angulares:

– meditação

– atividade física

– praticar a gratidão

– leitura

Nota-se que pequenas mudanças que você pode começar hoje mesmo podem interferir em várias áreas da sua vida e te ajudar à alcançar resultados muito melhores.  E ai, bora juntos? Comente abaixo qual hábito você gostaria de mudar e como você acredita que isso contribuirá para te aproximar do seu sonho ou objetivo de vida.

Um beijo,

Rapha.

Evolução para a Regeneração

Mutação Sustentável é o processo de evolução sistêmica de um indivíduo ou organização, para a  regeneração da vida ou do negócio, de uma forma equilibrada e dinâmica, ressignificando a visão de mundo para uma consciência ecológica.

Para entender esta abordagem de Evolução para a Regeneração precisamos aprender um pouco sobre quem possui estas características para evoluir e regenerar, os organismos vivos. Para isso vamos relembrar conceitos, alguns tirados do livro O Ponto de Mutação.

Evolução é a mudança das características hereditárias de uma população de seres vivos de uma geração para outra. Este processo faz com que as populações de organismos mudem e se diversifiquem ao longo do tempo.

Na evolução subsequente da vida, duas etapas aceleraram grandemente o processo evolutivo e produziram uma abundância de novas formas. A primeira delas foi o desenvolvimento da reprodução sexual, a qual introduziu a variedade genética. A segunda foi a evolução da consciência, que tornou possível substituir os mecanismos genéticos da evolução por mecanismos sociais mais eficientes, baseados no pensamento conceitual e na linguagem simbólica. A evolução da consciência deu-nos não só a Teoria a Relatividade e novas tecnologias, como também deu-nos a bomba de Hiroshima e doenças desconhecidas. Mas essa evolução da consciência nos oferece liberdade de escolha. Podemos deliberadamente alterar nosso comportamento mudando nossas atitudes e nossos valores, a fim de readquirirmos a espiritualidade e a consciência ecológica que perdemos.

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Um organismo vivo é um sistema auto-organizador, o que significa que sua ordem em estrutura e função não é imposta pelo meio ambiente, mas estabelecida pelo próprio sistema. Os sistemas auto-organizadores exibem um certo grau de autonomia; por exemplo, eles tendem manter seu tamanho de acordo com princípios internos de organização, independentemente, de influencias ambientais. Isso não significa que os sistemas vivos sejam isolados do seu meio ambiente, pelo contrário, interagem continuamente com ele, mas essa interação não determina sua auto-organização. Os dois principais fenômenos dinâmicos da auto-organização são a autorrenovação – a capacidade dos sistemas vivos de renovar e reciclar continuamente seus componentes, sem deixar de manter sua integridade de sua estrutura global, e a autotranscedência – a capacidade de se dirigir criativamente para além de fronteiras físicas e mentais nos processos de aprendizagem, desenvolvimento e evolução.

A Autorrenovação é regulada de modo o padrão geral do organismo seja preservado, e essa notável capacidade de automanutenção persiste em uma grande variedade de circunstâncias, incluindo mudanças de condições ambientais e espécies de interferência.

O poder de regeneração das estruturas orgânicas diminui com a crescente complexidade do organismo. Estrela do mar e pólipos podem regenerar seu corpo quase que inteiramente, a partir de um pequeno fragmento; lagartos, lagostas e insetos são capazes de renovar um órgão ou membro, e animais superiores, incluindo os humanos podem renovar tecidos e assim se curar ferimentos.

Vivemos em flutuação, homeostase: estado de equilíbrio dinâmico, transacional, em que existe grande flexibilidade, em outras palavras, o sistema tem um grande número de opções para interagir com seu meio ambiente. Quando ocorre uma perturbação o organismo tende a regressar ao seu estado original, e o faz adaptando-se de várias maneiras as mudanças ambientais.

Nesta lógica, quando pensamos no sistema planeta Terra, esta capacidade de autorrenovação diminui ainda mais, diante da acelerada necessidade de adaptação em que é colocada devido às alterações ambientais drásticas. Ainda que sejam capazes de se manter e se regenerar, os organismos complexos não podem funcionar indefinidamente.

A concepção sistêmica vê o mundo em termos de relações e de integração. Os sistemas são totalidades integradas. Os exemplos de sistemas são abundantes na natureza. Todo e qualquer organismo – desde a menor bactérias até os seres humanos, passando pela imensa variedade de plantas a animais – é uma totalidade integrada e, portanto, um sistema vivo. Os mesmos aspectos de totalidade são exibidos para sistemas sociais como uma colmeia, e por ecossistemas que consistem em uma variedade de organismos e matéria inanimada em interação mútua. As propriedades sistêmicas são destruídas quando um sistema é dissecado em elementos isolados. Logo, se uma parte for afetada por algum impacto, a totalidade também é afetada.

Nosso sistema planeta Terra, organismos vivo, precisa se regenerar. Para isto, temos de fornecer condição para tal, construindo a capacidade para sua autoregeneração. Mas isso só será possível quando a nossa evolução voltar a ter uma consciência ecológica.