Conferência Brasileira pela Mudança do Clima em Recife/PE: 1º resumo dos painéis que participei.

Aconteceu nos dias 6, 7 e 8 de novembro a Conferência Brasileira pela Mudança do Clima em Recife, um encontro  que reuniu organizações não governamentais, movimentos sociais, governos, comunidade científica e o setor privado e público brasileiro para três dias de diálogo e formulação de propostas para a implementação da NDC brasileiraO encontro foi de organização coletiva e tem como base a NDC Brasileira, o Acordo de Paris e a agenda 2030.

Foi uma programação bem intensa, infelizmente não dá para assistir a tudo, mas vou compartilhar em duas ou três posts o que foi novidade para mim e algumas das minhas percepções.

O Acordo de Escazú como impulsionador para o acesso à informação, participação e acesso à justiça em questões climáticas e ambientais no Brasil – Não tinha ouvido falar ainda, é um Acordo Regional da América Latina e Caribe. Praticamente é a Lei de Acesso à Informação sobre questões ambientais MAIS a participação da sociedade. A intenção desse acordo teve como motivação o 10º Princípio da agenda da Conferência do Rio-92 que diz respeito à participação de todos os interessados nas questões ambientais, à garantia de acesso às informações sobre o meio ambiente e ao acesso a mecanismos judiciais e administrativos destinados à compensação e reparação de danos ambientais. Este acordo inclui 27 países, onde 24 já assinaram em março de 2018 e o Brasil é um deles. Agora só falta o Brasil ratificar, está nas mãos do presidente (que agonia). Se metade ratificar, o acordo já estará valendo.

Quais os pontos principais do acordo? No quesito de acesso à informação: o Estado tem que disponibilizar informações de maneira passiva e ativa, inclusive dados de poluentes que são emitidos  que podem afetar a saúde pública. Acesso à participação: garante a participação pública aberta e inclusiva no processo de tomada de decisão em projetos, atividades ambientais e em processos de concessão de licenças ambientais que tenham ou possam ter impactos no meio ambiente. Isso geralmente acontecia após a divulgação do EIA-RIMA (Estudo/Relatório de Impactos Ambientais), com o acordo, esta participação tem que acontecer até mesmo antes de realizar o estudo, para que a sociedade possa opinar para dizer o quê que ela quer ver no relatório. Acesso à justiça: reconhece o direito à justiça em temas ambientais, assegurando o princípio de não-discriminação e observando o devido processo legal eliminando as barreiras ao exercício dos direitos de acesso por pessoas em situações de vulnerabilidade. Uma das formas de combater estas barreiras é a oferta de assistência técnica e jurídica gratuita àqueles que necessitam, além de dispositivos de redução de custos dos processos judiciais. E a novidade do acordo: é o primeiro a criar obrigações aos Estados em relação aos Defensores Ambientais que trabalham para proteger o meio ambiente, incluindo a obrigação de proteger essas pessoas de ameaças e violência, além da obrigação de garantia de um ambiente adequado para execução do seu trabalho. Em visto que no Brasil é lider em morte de ativistas ambientais, segundo a ONG Global Witness (2018), este artigo (9) foi um grande avanço.

Minha reflexão: Sabemos que todos os problemas relacionados com o meio ambiente não são novos, são antigos e estão sendo discutidos desde 1972 e que avançaram mais a partir de 1992, no Rio. Mas vemos que, as soluções propostas também não são novas, visto que já em 1992 levantaram a necessidade de incluir a sociedade nestes assuntos e garantir sua participação. De novo aqui, só tem a CONSCIÊNCIA da gravidade da crise que estamos enfrentando, e que, é necessário o engajamento de TODOS, sem exceção. A Terra, a Biosfera, os recursos naturais são direitos de todos nós. Cuidar e preservar também é a obrigação de todos! A responsabilidade de garantir os serviços ecossistêmicos para as próximas gerações é muito grande para ficar aguardando pelas definições de acordos mundiais e de ações do governo federal. Temos que começar a participar, a se informar e agir em nível local, municipal, que é onde as coisas acontecem! Este acordo é um convite para que nós façamos nosso papel e as pessoas precisam saber disso!

Para saber na íntegra a versão final do acordo, clique aqui.

Atualização de cumprimento do Princípio 10: Observatório do Princípio 10.

Vamos compartilhar o tema!

Um beijo!

1º Workshop: Como Trazer a Sustentabilidade para o nosso dia-a-dia

Olá amigos (as) que estão lendo esta postagem, eu sei que se passaram 2 (dois), DOIS!!! meses sem uma postagem por aqui, mesmo estando ativa pelas redes do Instagram e Facebook. Mas, muitas “Mutações” acontecendo na minha vida (que falarei mais em uma próxima postagem) , em sua boa parte planejadas. E uma das que foram planejadas foi o Workshop Como trazer a Sustentabilidade para o nosso dia-a-dia, que realizei com a ajuda de parceiros, no dia 26 de outubro, em Lins, minha cidade natal.

Estou muito feliz com o resultado da minha primeira facilitação, curadoria (são tantas palavras novas) ou melhor, organizadora e ao mesmo tempo palestrante de um evento. Evento este que estava incluso na programação da Semana Lixo Zero, que aconteceu no Brasil todo entre os dias 18 e 27 de outubro.

Desde que eu despertei para uma consciência ecológica (ou falta dela), que foi quando entrei nas profundezas do meu ser, das crenças e de toda a trajetória da mente humana (minha) até chegar onde estamos (estou), sinto a necessidade de compartilhar e dialogar sobre este tema e o quanto ele está relacionado com a Sustentabilidade que queremos atingir.

Dentro da programação então, tivemos:

  • Uma meditação guiada chamada: O homem como uma galáxia em miniatura;
  • Palestra no estilo roda de conversa: Despertando a consciência ecológica; e em seguida:
  • Consumo Consciente;
  • Lanche colaborativo, onde todos participaram com a contribuição para termos um momento de distração e aproximação;
  • Apresentação do CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura) de Lins;
  • Palestra sobre a situação dos Resíduos Sólidos Urbanos de Lins, com a apresentação da minha amiga Engenheira Ambiental e Civil Danielle Ferreira;
  • Oficina de compostagem doméstica em baldes, no tipo da vermicompostagem;
  • Bazar da troca no final, onde algumas pessoas levaram e participaram, mesmo não sendo ainda uma prática comum da nossa cultura de hoje.

Tivemos uma participação muito rica de ex-colegas da turma de Engenharia Ambiental da Unilins, dos alunos que ainda vão se formar, professora de educação infantil e da sociedade como um todo.

E para finalizar antes de compartilhar as fotos, deixo duas frases sobre a Mudança que sonhamos, que gosto sempre de mentalizar, principalmente quando penso que minhas ações são pequenas… (PS. não sei quem são os autores originais)

“Ninguém faz nada sozinho, e mudar o mundo é uma delas!”

“Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo primeiro”.

A mudança que queremos para o mundo, começa, primeiramente dentro de cada um de nós… por isso, que passo constantemente pela minha Mutação Sustentável.

Um beijo a todos!

 

Não existe o padrão sustentável. Existe a evolução contínua em busca da sustentabilidade.

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Ao olhar para o mundo em busca de novos caminhos, nada mais natural do que cada indivíduo ter seus próprios objetivos e trilhar rumos que julgue corretos. Nem todos precisam seguir a mesma direção, mas existem consensos. Um deles é que o cenário ambiental que está precisando de atenção. Diante de uma crise climática pré-anunciada, da poluição, da crise por demanda energética e recursos como um todo, o período não poderia ser mais oportuno para tratar o tema.

Eu vejo muitas pessoas perdidas em relação a isso. Primeiro grupo são as pessoas que não se sentem parte do problema e nem da solução, os céticos, os despreocupados. Segundo grupo são as pessoas que se sentem inseridas no problema, mas não saem da zona do conforto para fazer parte da solução. E o terceiro grupo, são das pessoas que fazem parte do problema e da solução, por este motivo procuram melhorar suas escolhas, mudam o estilo de vida, e mesmo assim, se culpam porque os impactos não acabam nunca. São as pessoas do terceiro grupo que mais sofrem, internamente.

Eu falo por mim mesma. Quando caiu minha ficha sobre o que estávamos fazendo com o planeta, eu pirei. Quis mudar várias coisas rapidamente, e aquelas que não conseguia mudar por algum motivo de acesso ou recurso, me sentia super mal e na minha cabeça eu voltava a estaca zero. E isso, isso não ajuda. Pelo contrário, atrapalha, porque você cria algo que você NÃO SUSTENTA! E o que não podemos sustentar, logo, não é sustentável também para o planeta.

Conforme foi definido pela ONU, para obter a Sustentabilidade é necessário ter uma visão sistêmica para o Econômico, o Social e o Ecológico. Olhando para um indivíduo, dentro da própria casa não é diferente, e eu ainda considero um quarto elemento, se tornando o primeiro da base da Sustentabilidade, o EU. Mas não é o EU no sentido do ego, é o EU em relação a saúde física e mental e ao SER EU.

E quando olhamos com esta percepção, não há uma receita padronizada para se tornar sustentável. Se ninguém é igual a ninguém geneticamente, nas impressões digitais, na forma de pensar, de se vestir, na busca para a SUSTENTABILIDADE também não é diferente!

Ninguém vai ter a mesma adaptabilidade em dietas com restrição de proteína animal. Não é todo mundo que vai ter acesso a um transporte público de qualidade, não é todo mundo que vai ter tempo para lavar as fraldas de pano do bebe recém-nascido, e por aí vai.

Por isso, quando me perguntam como ser sustentável e o que fazer para mudar para reduzir seus impactos, a primeira coisa que digo é: como está sua relação com você mesmo? Como estão suas relações sociais? E financeiras? Porque se você não estiver cuidando da sua saúde física e mental, o que você fizer a mais para o meio ambiente não vai ser sustentável por muito tempo, porque uma hora esta negligência volta para você e isso pode se tornar em um consumo de remédios, por exemplo.

A mesma coisa se reflete em como você vê os problemas sociais como fome, preconceito, desemprego. Enquanto tivermos desigualdades extremas, teremos grande necessidade de uso dos recursos naturais, porque todos é digno de viver em abundância.

Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida em abundância”.  “Amai o próximo como a ti mesmo.”

Como podemos amar o próximo, outra espécie animal, ter respeito pelas diversidades e culturas, se eu não amo nem a mim mesmo?

Para isso, é fundamental que cada um seja induzido a refletir sobre o que é realmente importante em sua vida e, como decorrência, sobre ao que o seu padrão de consumo deve responder. Esta mudança é o centro do comportamento de consumo consciente.

A busca por um padrão de consumo que permita contribuir para a sustentabilidade da vida no planeta passa por uma reflexão sobre o que realmente importa, o que de fato traz felicidade, o que é essencial para a vida, colocando o consumo em seu devido e importante lugar de instrumento de bem estar, e dando lugar à busca pela felicidade nos Afetos, nas Amizades, nos Amores, na Arte – os 4 As de um modo de vida sustentável – como o centro de uma vida que tenha um sentido transcendente e voltada ao que realmente importa.

Instituto Akatu

Neste processo, é preciso aprender a ouvir de forma mais profunda e mais em contato com as próprias emoções, em busca de um caminho em que o consumo material deixa de ser o centro da vida e dá lugar a uma existência plena de sentido nos relacionamentos e na expressão das emoções e sentimentos, plena de autoconsciência e autoconhecimento, e integrada ao coletivo da humanidade pelo que há de mais humano.

Ao interromper nossas ações rotineiras e “desacelerar”, nos tornamos mais conscientes da motivação para nossas ações frente ao que realmente importa na vida.

E a partir daí, evoluir, como todo o nosso processo de ser humano, enquanto estivermos neste plano. É tomar a consciência, e a cada dia fazer algo a mais, mudar para melhor. É você buscar o seu melhor equilíbrio frente a entrega que consegue dar ao mundo. Ser sustentável é… Estar Sustentável… Ser você e buscar a melhoria contínua da sustentabilidade.

Por isso, a Mutação Sustentável tem como conceito a evolução sistêmica do indivíduo de uma forma dinâmica e equilibrada para a regeneração, assim como é na natureza. A mudança é premissa de evolução também na natureza, que opera em equilíbrio com sistemas limpos e regenerativos, respeitando o seu espaço e tempo.

Um beijo.

Sabrina

4 dicas que me ajudaram a eliminar o hábito de consumir copos de plástico descartável.

bg-tituloA Mutação Sustentável surgiu da consciência do uso de copo de plástico descartável. Sim, eu estava com um hábito de me distrair por alguns minutos das atividades no trabalho, passava na sala de café, pegava um copo descartável, tomava um “golinho” de café, batia um papo ou resolvia algo do trabalho e descartava o copo. Este ciclo se repetia pelo menos 3 vezes por dia!

Até que um dia, eu despertei desta ato em modo automático e me vi afundada em um monte de copos descartáveis sendo aterrados em aterro sanitário. Pensei: preciso mudar isto! A princípio, parecia ser simples. Ter minha própria xícara.

É possível mudar um hábito definitivamente?

Esta é uma pergunta clichê, pois todos nós queremos a fórmula mágica para mudar algum hábito que consideramos ruim ou criar um hábito novo. A boa notícia é: existe esta fórmula mágica. O fato é: mesmo assim não é fácil mudar ou criar hábitos. A resposta para isto é que, somos atraídos – intensamente atraídos – pelas coisas que são fáceis, práticas e habituais e é incrivelmente difícil dominar essa inércia.

Mas vamos à fórmula mágica, retirada do livro O Poder do Hábito, de Charles Duhigg (lá tem referências de todos os pesquisadores, psicólogos e cientistas envolvidos nestes estudos). Para alguma ação ou comportamento virar um hábito é necessário existir três componentes:

  1. Deixa: um estímulo que manda seu cérebro entrar em modo automático para você agir. Pode ser um odor, o clima, um sentimento, um barulho, enfim, várias coisas.
  2. Rotina: é a sua reação à deixa: ação, comportamento, pensamento.
  3. Recompensa: benefício/prazer que você recebe por completar o hábito, quanto mais agradável for, mais este ciclo se repete, porque você vai ansiar sentir o mesmo prazer novamente.

Como surge um hábito

São os anseios que impulsionam os hábitos. Por isso, o primeiro passo para mudar um hábito é entender as deixas e os anseios que impulsionam este hábito. Isto não faz com que eles desapareçam de repente, mas vai lhe fornecer um meio de planejar como mudar este padrão.

Dica 1 – Observar e entender um anseio existente ou criar um anseio, para incorporar uma rotina em atendimento à recompensa.

Dica 2 – Repetição. A prática leva à perfeição. Se você deseja criar uma rotina, tem que praticar, senão seu cérebro não vai atuar de forma automática.

Bom, mas o que vai levar à nossa disciplina e iniciativa de repetição? Nossa força de vontade. A questão é que a força de vontade é como um músculo, quando mais a exercita, mais você consome energia e ela enfraquece.

“Infelizmente, enfrentamos um fluxo estável de tarefas que exaurem nossa força de vontade todos os dias. Seja evitar comer sobremesa no almoço, manter-se concentrado em uma planilha no computador durante horas a fio ou participar de
uma reunião de três horas, mas, em qualquer um desses casos, nossa força de vontade está sendo continuamente posta à prova. Então, não é surpresa alguma que voltemos com tanta facilidade aos nossos velhos hábitos, ao caminho mais fácil e mais conhecido, à medida que avançamos ao longo do dia. Essa atração invisível exercida pelo caminho da menor resistência pode determinar mais fatores da nossa vida do que percebemos, criando uma barreira intransponível à mudança e ao crescimento positivo.”                                                             Shawn Achor

O que muitas vezes falta, segundo os estudos, é uma energia de ativação, um fagulha inicial necessária para catalisar uma reação. A mesma energia, tanto física quanto mental, é necessária para as pessoas superarem a inércia e dar início a um hábito positivo. Caso contrário, a natureza humana nos conduz eternamente pelo caminho da menor resistência.

Segundo o autor do livro O jeito Harvard de ser feliz, Shawn Achor, reduzir o tempo gasto para iniciar uma ação, ou seja, se diminuir a energia de ativação, há mais chances de o hábito ser realizado. Isso significou em seus estudos que poupar 20 segundos a menos para iniciar uma atividade seria o suficiente para realizá-la.

“Na verdade, muitas vezes leva mais de 20 segundos para fazer a diferença – e algumas vezes pode levar muito menos –, mas a estratégia em si pode ser aplicada a qualquer coisa: reduza a energia de ativação para os hábitos que deseja adotar e aumente-a para hábitos que deseja evitar.”

Dica 3 – Aumente ou reduza a energia de ativação, ou seja, se planeje.

Bom, sem saber da parte teórica que aprendi após ler estes livros, acabei utilizando as três estratégias acima para parar de consumir copos de plástico descartável.

meu hábitomeu hábito certo

Observei e identifiquei o anseio e as recompensas para beber café, substitui a rotina, ou melhor, o copo descartável pela caneca, e ainda, criei uma dificuldade para beber café toda vez que o anseio surgisse aumentando a energia de ativação: atravessar a fábrica com uma caneca na mão (o que não era comum) até a sala do café. Assim, consegui reduzir o hábito, alterei o copo pela caneca, e por fim, foquei na recompensa, ou seja, nos benefícios que estava causando para minha saúde e para o meio ambiente.

Dica 4 – Focar nos benefícios.

Não lembro de ter aprendido com alguém específico, mas sempre tive em mente que, se eu quero muito fazer de algo um hábito, que sei que vai ser positivo para mim, eu foco nos benefícios. Pensar positivo ajuda a você buscar aquele restinho de força de vontade. E dependendo do que for, ainda eu estipulo metas e amarro estas metas para ser condicionantes de outros objetivos. Não tem erro!

Estas dicas podem ser usadas para qualquer área que você queira introduzir um hábito positivo. Você pode usar para melhorar sua alimentação, iniciar a prática da musculação, deixar de comprar alguma coisa e até mesmo melhorar a produtividade no trabalho, ou seja, criar HÁBITOS SUSTENTÁVEIS!

Segundo estudos de neurocientistas para um hábito ser formado de forma automática é preciso uma prática de pelo menos 21 dias consecutivos para nosso cérebro passar por uma reprogramação.

Para te ajudar nesta tarefa de criar um hábito positivo eu vou compartilhar uma ferramenta poderosa! É só clicar no link abaixo. Mas ao baixar este arquivo, você tem que se comprometer com você mesmo, dando seu melhor para completar os 21 dias. E se sentir confortável, queremos saber sua experiencia! Compartilhe conosco nos comentários abaixo ou nas redes sociais da Mutação Sustentável.

COMO CRIAR UM HÁBITO

Um beijo e boa jornada Mutantes Sustentáveis!

Pessoas que bebem água engarrafada ingerem 100.000 partículas adicionais anualmente

Os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que as pessoas que bebem apenas água de garrafas plásticas consomem anualmente 100.000 ou mais partículas de microplásticos.

Sabemos que existem pequenas partículas de plástico, chamadas microplásticos, que se infiltram no meio ambiente quando os plásticos se decompõem. Mas ultimamente eles vêm aparecendo em alguns lugares perigosos e inesperados. Um estudo descobriu recentemente microplásticos em gotas de chuva nas Montanhas Rochosas. Outro os encontrou em frutos do mar. Um estudo recente realizado em pequenas amostras em humanos também encontrou microplásticos no sistema gastrointestinal de todos os que participaram.

Uma análise recente de 26 estudos estimou a quantidade de pequenas partículas de microplásticos que os americanos consomem a cada ano, por ingestão e inalação. O número é de 74.000 a 121.000, centenas por dia, dependendo do sexo e da idade. Os pesquisadores alertaram que, porque apenas 15% das calorias consumidas estavam na análise, os números provavelmente são subestimados.

Microplásticos e Saúde

Quão ruim é a situação? Embora a resposta ainda não esteja clara, pesquisas preliminares sugerem que os microplásticos prejudicam as pessoas por meio de vias tanto físicas e químicas, incluindo uma exacerbação da resposta inflamatória, toxicidade relacionada ao tamanho das partículas e alteração do microbioma intestinal.

Eles podem entrar e provavelmente interferir com os sistemas linfático e circulatório, acumular-se em órgãos secundários e impactar a saúde imunológica e celular.

Outra preocupação com os microplásticos é a adsorção de substâncias químicas perigosas que aderem às partículas. O autor do estudo, Kieran Cox, advertiu o seguinte:

Os microplásticos são hidrofóbicos e isso significa que outras toxinas, como um hidrocarboneto ou DDT ou outros contaminantes, podem aderir a estes plásticos, e se os consumimos não é uma boa notícia.

Ainda não está claro se os microplásticos atuam como vetores de transporte para contaminantes orgânicos persistentes (COPs, por sua sigla em inglês), mas eles demonstraram que aderem a substâncias nocivas, como produtos farmacêuticos.

Como os Microplásticos Entram no Meio Ambiente?

Os microplásticos entram na cadeia alimentar e na atmosfera de várias maneiras. Alguns começam como fragmentos de itens de plástico maiores, que então se degradam em pedaços cada vez menores até se tornarem partículas de 5 mm ou menos de largura. A maioria é tão pequena que é invisível sem aumento. Os animais os comem e são arrastados pelo vento. Os microplásticos entram em nossos sistemas quando comemos animais ou respiramos ar ou simplesmente comemos alimentos nos quais as partículas foram depositadas. Cox disse:

Como colocamos muito plástico em diferentes ambientes, não é de se surpreender que ele encontre seu caminho para o nosso interior.

Uma grande surpresa para os pesquisadores foi que as pessoas que bebem água exclusivamente de garrafas de plástico consomem anualmente 100.000 ou mais partículas de microplásticos, em comparação com as pessoas que tomam água da torneira. Menciona Cox: É um aumento de 22 vezes no consumo de plástico de somente um aspecto do estilo de vida”.

Eliminação de Microplásticos com Tratamento de Efluentes

As plantas de tratamento de efluentes já removem uma quantidade significativa de partículas microplásticas da água, mas o enorme volume de efluentes gerados significa que muitos ainda estão chegando. A Water UK, um grupo comercial de purificação de água no Reino Unido, relatou o seguinte:

A indústria da água não tem experiência ou tecnologias atuais para separar os microplásticos, e o tratamento deles pela indústria da água nunca foi explorado.

Mas a digestão anaeróbica pode eliminar uma parte significativa dos microplásticos do lodo do tratamento de efluentes e os processos de membrana estão mostrando grande interesse na filtração de partículas. Embora o problema seja muito recente para que a indústria da água possa resolvê-lo completamente, é provável que isso mude à medida que o corpo de pesquisa sobre o assunto continue a crescer.

Fonte: Portal Tratamento de Água

CRISES… de percepção

bg-tituloAs últimas décadas vêm registrando um estado de profunda crise mundial. É uma crise complexa, multidimensional, cujas facetas afetam todos os aspectos da vida – a saúde e o modo de vida, a qualidade do meio ambiente e das relações sociais, da economia, tecnologia e política. É uma crise de dimensões intelectuais, morais e espirituais; uma crise de escala e premência sem precedentes em toda a história da humanidade. Temos conseguido evitar uma guerra nuclear, mas não estamos conseguindo evitar a deterioração do meio ambiente natural que tem sido acompanhada de um correspondente aumento nos problemas de saúde.

Enquanto as doenças nutricionais e infecciosas são as maiores responsáveis pela morte nos países em desenvolvimento, os países de primeiro mundo são flagelados pelas doenças crônicas e degenerativas chamadas de doenças de civilização, sobretudo enfermidades cardíacas, câncer, depressão, esquizofrenia, entre outros. Existem numerosos sinais de desintegração social, incluindo recrudescimento de crimes violentos, acidentes e suicídios, aumento de alcoolismo e consumo de drogas, crianças com deficiência de aprendizagem e distúrbios de comportamento. A par dessas patologias sociais, temos presenciado anomalias econômicas que parecem confundir nossos principais econômicos e políticos. Inflação galopante, desemprego maciço e uma distribuição grosseiramente desigual de renda e da riqueza passaram a ser características estruturais da maioria das economias nacionais. A consternação e o desalento resultantes disso são agravados pela energia e os recursos naturais que estão sendo exauridos rapidamente, além das mudanças climáticas.

Todos estes problemas são sistêmicos, ou seja, estão intimamente interligados e são interdependentes. Além disso, eles tem mais uma coisa em comum, partem de uma única crise, uma crise de percepção. Precisamos de uma nova visão de realidade, uma mudança fundamental em nossos pensamentos, percepções e valores.

Evolução para a Regeneração

Mutação Sustentável é o processo de evolução sistêmica de um indivíduo ou organização, para a  regeneração da vida ou do negócio, de uma forma equilibrada e dinâmica, ressignificando a visão de mundo para uma consciência ecológica.

Para entender esta abordagem de Evolução para a Regeneração precisamos aprender um pouco sobre quem possui estas características para evoluir e regenerar, os organismos vivos. Para isso vamos relembrar conceitos, alguns tirados do livro O Ponto de Mutação.

Evolução é a mudança das características hereditárias de uma população de seres vivos de uma geração para outra. Este processo faz com que as populações de organismos mudem e se diversifiquem ao longo do tempo.

Na evolução subsequente da vida, duas etapas aceleraram grandemente o processo evolutivo e produziram uma abundância de novas formas. A primeira delas foi o desenvolvimento da reprodução sexual, a qual introduziu a variedade genética. A segunda foi a evolução da consciência, que tornou possível substituir os mecanismos genéticos da evolução por mecanismos sociais mais eficientes, baseados no pensamento conceitual e na linguagem simbólica. A evolução da consciência deu-nos não só a Teoria a Relatividade e novas tecnologias, como também deu-nos a bomba de Hiroshima e doenças desconhecidas. Mas essa evolução da consciência nos oferece liberdade de escolha. Podemos deliberadamente alterar nosso comportamento mudando nossas atitudes e nossos valores, a fim de readquirirmos a espiritualidade e a consciência ecológica que perdemos.

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Um organismo vivo é um sistema auto-organizador, o que significa que sua ordem em estrutura e função não é imposta pelo meio ambiente, mas estabelecida pelo próprio sistema. Os sistemas auto-organizadores exibem um certo grau de autonomia; por exemplo, eles tendem manter seu tamanho de acordo com princípios internos de organização, independentemente, de influencias ambientais. Isso não significa que os sistemas vivos sejam isolados do seu meio ambiente, pelo contrário, interagem continuamente com ele, mas essa interação não determina sua auto-organização. Os dois principais fenômenos dinâmicos da auto-organização são a autorrenovação – a capacidade dos sistemas vivos de renovar e reciclar continuamente seus componentes, sem deixar de manter sua integridade de sua estrutura global, e a autotranscedência – a capacidade de se dirigir criativamente para além de fronteiras físicas e mentais nos processos de aprendizagem, desenvolvimento e evolução.

A Autorrenovação é regulada de modo o padrão geral do organismo seja preservado, e essa notável capacidade de automanutenção persiste em uma grande variedade de circunstâncias, incluindo mudanças de condições ambientais e espécies de interferência.

O poder de regeneração das estruturas orgânicas diminui com a crescente complexidade do organismo. Estrela do mar e pólipos podem regenerar seu corpo quase que inteiramente, a partir de um pequeno fragmento; lagartos, lagostas e insetos são capazes de renovar um órgão ou membro, e animais superiores, incluindo os humanos podem renovar tecidos e assim se curar ferimentos.

Vivemos em flutuação, homeostase: estado de equilíbrio dinâmico, transacional, em que existe grande flexibilidade, em outras palavras, o sistema tem um grande número de opções para interagir com seu meio ambiente. Quando ocorre uma perturbação o organismo tende a regressar ao seu estado original, e o faz adaptando-se de várias maneiras as mudanças ambientais.

Nesta lógica, quando pensamos no sistema planeta Terra, esta capacidade de autorrenovação diminui ainda mais, diante da acelerada necessidade de adaptação em que é colocada devido às alterações ambientais drásticas. Ainda que sejam capazes de se manter e se regenerar, os organismos complexos não podem funcionar indefinidamente.

A concepção sistêmica vê o mundo em termos de relações e de integração. Os sistemas são totalidades integradas. Os exemplos de sistemas são abundantes na natureza. Todo e qualquer organismo – desde a menor bactérias até os seres humanos, passando pela imensa variedade de plantas a animais – é uma totalidade integrada e, portanto, um sistema vivo. Os mesmos aspectos de totalidade são exibidos para sistemas sociais como uma colmeia, e por ecossistemas que consistem em uma variedade de organismos e matéria inanimada em interação mútua. As propriedades sistêmicas são destruídas quando um sistema é dissecado em elementos isolados. Logo, se uma parte for afetada por algum impacto, a totalidade também é afetada.

Nosso sistema planeta Terra, organismos vivo, precisa se regenerar. Para isto, temos de fornecer condição para tal, construindo a capacidade para sua autoregeneração. Mas isso só será possível quando a nossa evolução voltar a ter uma consciência ecológica.