Não existe o padrão sustentável. Existe a evolução contínua em busca da sustentabilidade.

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Ao olhar para o mundo em busca de novos caminhos, nada mais natural do que cada indivíduo ter seus próprios objetivos e trilhar rumos que julgue corretos. Nem todos precisam seguir a mesma direção, mas existem consensos. Um deles é que o cenário ambiental que está precisando de atenção. Diante de uma crise climática pré-anunciada, da poluição, da crise por demanda energética e recursos como um todo, o período não poderia ser mais oportuno para tratar o tema.

Eu vejo muitas pessoas perdidas em relação a isso. Primeiro grupo são as pessoas que não se sentem parte do problema e nem da solução, os céticos, os despreocupados. Segundo grupo são as pessoas que se sentem inseridas no problema, mas não saem da zona do conforto para fazer parte da solução. E o terceiro grupo, são das pessoas que fazem parte do problema e da solução, por este motivo procuram melhorar suas escolhas, mudam o estilo de vida, e mesmo assim, se culpam porque os impactos não acabam nunca. São as pessoas do terceiro grupo que mais sofrem, internamente.

Eu falo por mim mesma. Quando caiu minha ficha sobre o que estávamos fazendo com o planeta, eu pirei. Quis mudar várias coisas rapidamente, e aquelas que não conseguia mudar por algum motivo de acesso ou recurso, me sentia super mal e na minha cabeça eu voltava a estaca zero. E isso, isso não ajuda. Pelo contrário, atrapalha, porque você cria algo que você NÃO SUSTENTA! E o que não podemos sustentar, logo, não é sustentável também para o planeta.

Conforme foi definido pela ONU, para obter a Sustentabilidade é necessário ter uma visão sistêmica para o Econômico, o Social e o Ecológico. Olhando para um indivíduo, dentro da própria casa não é diferente, e eu ainda considero um quarto elemento, se tornando o primeiro da base da Sustentabilidade, o EU. Mas não é o EU no sentido do ego, é o EU em relação a saúde física e mental e ao SER EU.

E quando olhamos com esta percepção, não há uma receita padronizada para se tornar sustentável. Se ninguém é igual a ninguém geneticamente, nas impressões digitais, na forma de pensar, de se vestir, na busca para a SUSTENTABILIDADE também não é diferente!

Ninguém vai ter a mesma adaptabilidade em dietas com restrição de proteína animal. Não é todo mundo que vai ter acesso a um transporte público de qualidade, não é todo mundo que vai ter tempo para lavar as fraldas de pano do bebe recém-nascido, e por aí vai.

Por isso, quando me perguntam como ser sustentável e o que fazer para mudar para reduzir seus impactos, a primeira coisa que digo é: como está sua relação com você mesmo? Como estão suas relações sociais? E financeiras? Porque se você não estiver cuidando da sua saúde física e mental, o que você fizer a mais para o meio ambiente não vai ser sustentável por muito tempo, porque uma hora esta negligência volta para você e isso pode se tornar em um consumo de remédios, por exemplo.

A mesma coisa se reflete em como você vê os problemas sociais como fome, preconceito, desemprego. Enquanto tivermos desigualdades extremas, teremos grande necessidade de uso dos recursos naturais, porque todos é digno de viver em abundância.

Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida em abundância”.  “Amai o próximo como a ti mesmo.”

Como podemos amar o próximo, outra espécie animal, ter respeito pelas diversidades e culturas, se eu não amo nem a mim mesmo?

Para isso, é fundamental que cada um seja induzido a refletir sobre o que é realmente importante em sua vida e, como decorrência, sobre ao que o seu padrão de consumo deve responder. Esta mudança é o centro do comportamento de consumo consciente.

A busca por um padrão de consumo que permita contribuir para a sustentabilidade da vida no planeta passa por uma reflexão sobre o que realmente importa, o que de fato traz felicidade, o que é essencial para a vida, colocando o consumo em seu devido e importante lugar de instrumento de bem estar, e dando lugar à busca pela felicidade nos Afetos, nas Amizades, nos Amores, na Arte – os 4 As de um modo de vida sustentável – como o centro de uma vida que tenha um sentido transcendente e voltada ao que realmente importa.

Instituto Akatu

Neste processo, é preciso aprender a ouvir de forma mais profunda e mais em contato com as próprias emoções, em busca de um caminho em que o consumo material deixa de ser o centro da vida e dá lugar a uma existência plena de sentido nos relacionamentos e na expressão das emoções e sentimentos, plena de autoconsciência e autoconhecimento, e integrada ao coletivo da humanidade pelo que há de mais humano.

Ao interromper nossas ações rotineiras e “desacelerar”, nos tornamos mais conscientes da motivação para nossas ações frente ao que realmente importa na vida.

E a partir daí, evoluir, como todo o nosso processo de ser humano, enquanto estivermos neste plano. É tomar a consciência, e a cada dia fazer algo a mais, mudar para melhor. É você buscar o seu melhor equilíbrio frente a entrega que consegue dar ao mundo. Ser sustentável é… Estar Sustentável… Ser você e buscar a melhoria contínua da sustentabilidade.

Por isso, a Mutação Sustentável tem como conceito a evolução sistêmica do indivíduo de uma forma dinâmica e equilibrada para a regeneração, assim como é na natureza. A mudança é premissa de evolução também na natureza, que opera em equilíbrio com sistemas limpos e regenerativos, respeitando o seu espaço e tempo.

Um beijo.

Sabrina

Pessoas que bebem água engarrafada ingerem 100.000 partículas adicionais anualmente

Os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que as pessoas que bebem apenas água de garrafas plásticas consomem anualmente 100.000 ou mais partículas de microplásticos.

Sabemos que existem pequenas partículas de plástico, chamadas microplásticos, que se infiltram no meio ambiente quando os plásticos se decompõem. Mas ultimamente eles vêm aparecendo em alguns lugares perigosos e inesperados. Um estudo descobriu recentemente microplásticos em gotas de chuva nas Montanhas Rochosas. Outro os encontrou em frutos do mar. Um estudo recente realizado em pequenas amostras em humanos também encontrou microplásticos no sistema gastrointestinal de todos os que participaram.

Uma análise recente de 26 estudos estimou a quantidade de pequenas partículas de microplásticos que os americanos consomem a cada ano, por ingestão e inalação. O número é de 74.000 a 121.000, centenas por dia, dependendo do sexo e da idade. Os pesquisadores alertaram que, porque apenas 15% das calorias consumidas estavam na análise, os números provavelmente são subestimados.

Microplásticos e Saúde

Quão ruim é a situação? Embora a resposta ainda não esteja clara, pesquisas preliminares sugerem que os microplásticos prejudicam as pessoas por meio de vias tanto físicas e químicas, incluindo uma exacerbação da resposta inflamatória, toxicidade relacionada ao tamanho das partículas e alteração do microbioma intestinal.

Eles podem entrar e provavelmente interferir com os sistemas linfático e circulatório, acumular-se em órgãos secundários e impactar a saúde imunológica e celular.

Outra preocupação com os microplásticos é a adsorção de substâncias químicas perigosas que aderem às partículas. O autor do estudo, Kieran Cox, advertiu o seguinte:

Os microplásticos são hidrofóbicos e isso significa que outras toxinas, como um hidrocarboneto ou DDT ou outros contaminantes, podem aderir a estes plásticos, e se os consumimos não é uma boa notícia.

Ainda não está claro se os microplásticos atuam como vetores de transporte para contaminantes orgânicos persistentes (COPs, por sua sigla em inglês), mas eles demonstraram que aderem a substâncias nocivas, como produtos farmacêuticos.

Como os Microplásticos Entram no Meio Ambiente?

Os microplásticos entram na cadeia alimentar e na atmosfera de várias maneiras. Alguns começam como fragmentos de itens de plástico maiores, que então se degradam em pedaços cada vez menores até se tornarem partículas de 5 mm ou menos de largura. A maioria é tão pequena que é invisível sem aumento. Os animais os comem e são arrastados pelo vento. Os microplásticos entram em nossos sistemas quando comemos animais ou respiramos ar ou simplesmente comemos alimentos nos quais as partículas foram depositadas. Cox disse:

Como colocamos muito plástico em diferentes ambientes, não é de se surpreender que ele encontre seu caminho para o nosso interior.

Uma grande surpresa para os pesquisadores foi que as pessoas que bebem água exclusivamente de garrafas de plástico consomem anualmente 100.000 ou mais partículas de microplásticos, em comparação com as pessoas que tomam água da torneira. Menciona Cox: É um aumento de 22 vezes no consumo de plástico de somente um aspecto do estilo de vida”.

Eliminação de Microplásticos com Tratamento de Efluentes

As plantas de tratamento de efluentes já removem uma quantidade significativa de partículas microplásticas da água, mas o enorme volume de efluentes gerados significa que muitos ainda estão chegando. A Water UK, um grupo comercial de purificação de água no Reino Unido, relatou o seguinte:

A indústria da água não tem experiência ou tecnologias atuais para separar os microplásticos, e o tratamento deles pela indústria da água nunca foi explorado.

Mas a digestão anaeróbica pode eliminar uma parte significativa dos microplásticos do lodo do tratamento de efluentes e os processos de membrana estão mostrando grande interesse na filtração de partículas. Embora o problema seja muito recente para que a indústria da água possa resolvê-lo completamente, é provável que isso mude à medida que o corpo de pesquisa sobre o assunto continue a crescer.

Fonte: Portal Tratamento de Água